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/ MAXPRESS / publicada em janeiro/2016

"Diversidade no quadro de funcionários é uma opção, não uma obrigação, e isso nada tem a ver com preconceito", afirma especialista em RH

Lúcia Costa, Diretora de Outplacement, fala sobre o tema e suas implicações.

Para diretora de transição de carreira da STATO, Lúcia Costa, empresas e pessoas possuem valores que devem se somar e não ser impostos uns aos outros

Há algum tempo a diversidade é pauta no mundo corporativo. As razões para esse fato, entre outros pontos, é existência de preconceito contra mulheres e negros, por exemplo, que muitas vezes ganham menos ou não ocupam cargos que mereceriam por conta da raça ou gênero. Respeitado esse fato histórico e ético - inclusive previsto em lei - a diversidade deve ser vista de maneira mais ampla.


De acordo com Lucia Costa, diretora de transição de carreira da STATO - consultoria especializada em recrutamento e transição de executivo - optar por profissionais com um perfil específico é um direito da empresa. "A sugestão é que a seleção se dê pelos valores e pelo potencial técnico, independente de qualquer outro ponto. E se a empresa escolhe sempre o mesmo perfil, é um direito dela. Agora se o critério for embasado em alguma forma de preconceito, aí é outra história", explica.


Segundo Costa, a obrigatoriedade da diversidade não é boa nem para empresa nem para o profissional, já que a relação fica desgastada. "Existem empresas que preferem o certinho, o conservador. Para elas, este perfil tende a ser pragmático e estável. Já outras companhias entendem este profissional como burocrático. O alternativo é visto como criativo, audacioso e com perfil de liderança por determinados segmentos. Por outros, seu estilo transmite desleixo. Não seria melhor se cada um deles fosse direcionado para a empresa e segmentos corretos?", avalia.


A especialista afirma ainda que há a falsa premissa de que o melhor é ter uma equipe calcada na diversidade. "Depende da área e do que a empresa quer. A área jurídica tende a ser mais conservadora. A área de comunicação e criação tende a ser mais alternativa", diz.
Ainda a segundo a diretora, assim como a empresa tem o direito de se posicionar a favor de um padrão de funcionário, cabe ao profissional também buscar uma colocação com a qual se identifique, evitando assim que trabalhe em uma companhia que, de alguma forma, não respeite seu perfil. "Claro que as empresas não vão atender a todas as pluralidades e muitas vezes o profissional abre mão do que quer para poder pagar as contas. Mas há espaço para todos os perfis", finaliza.