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/ TNH1 / publicada em dezembro/2015

45 profissões e carreiras promissoras para 2016

Com Paulo Dias, Diretor de Recrutamento da STATO

Se 2015 foi difícil para o mercado de trabalho brasileiro, o ano que chega não deverá ser diferente, projetam especialistas em recrutamento. Diante de um cenário econômico estagnado, o lema “fazer mais com menos” continuará a dominar a estratégia de gestão e o foco seguirá ajustado na busca por mais eficiência. Se os setores de óleo e gás, construção civil, automotivo e de bens de capital continuam em ritmo lento, por outro lado surgem oportunidades para concentração de negócios, fusões e aquisições, segundo Marcelo Braga, sócio da Search. “Terá oportunidades também para substituição de negócios com tecnologia mais moderna, transição de modelos reais para negócios virtuais, muita conectividade”, diz Braga. Vale lembrar que, um ano depois de escândalos envolvendo grandes empresas e políticos dominarem as manchetes, cargos ligados a controle de processos financeiros e tributários serão prioritários na medida em que a boa governança corporativa e transparência ganham mais destaque. Por isso, muitas funções ligadas a tributos e planejamento financeiro aparecem na lista, elaborada com base nas apostas das 20 principais consultorias de recrutamento no Brasil. Áreas ligadas a tecnologia, marketing digital, direito empresarial também reúnem as melhores oportunidades no mundo corporativo para o próximo ano. Confira, navegando pelas nas fotos, quais são as 45 profissões e carreiras mais promissoras para 2016, segundo os recrutadores:

Gestor de compliance/riscos/auditoria

O que faz: faz o diagnóstico, mitiga riscos e garante a transparência dos processos da empresa, de acordo com a lei e políticas corporativas vigentes. “É quem implementa controles e políticas necessários para redução de risco e fraude, sem tornar a empresa excessivamente burocrática”, diz Thiago Pimenta, headhunter da FLOW Executive Finders. Perfil profissional: as consultorias de recrutamento citam formações mais frequentes em direito, administração, contabilidade, economia e até tecnologia da informação. Conhecimento técnico de SOX é essencial, segundo os recrutadores. Como esta posição está presente em diversos mercados diferentes (financeiro, farmacêutico, telecomunicações e extração de petróleo), o gestor de compliance também precisa conhecer bem o seu segmento de atuação, destaca a equipe da consultoriaHeidrick & Struggles. Por que está em alta: a demanda cresce em função das constantes mudanças no ambiente regulatório, cada vez mais restritivo. Assim, diante de incertezas na política e na economia, escândalos financeiros, fraudes, impossibilidade de perdas e necessidade de ganhos de eficiência, este é um profissional estratégico. Seis consultorias de recrutamento ouvidas porEXAME.com apontam esta carreira como promissora.

Advogado especialista em recuperação judicial

O que faz: representa companhias sem condições de honrar seus compromissos financeiros com o objetivo de evitar a sua falência. Perfil: formação em direito, especialização e/ou mestrado na área cível e de processo civil. Por que está em alta: em crise, muitas empresas têm entrado com pedido de recuperação judicial para conseguir sanar dívidas, explicam Fabio Salomon e Bianca Azzi, especialistas em recrutamento na área jurídica.

Advogado tributário

O que faz: atua na defesa em processos administrativos e judiciais. Formula consultas para esclarecer o cumprimento de obrigações tributárias. Também faz planejamento tributário com a missão de redução fiscal e é parceiro da área empresarial e fiscal em fusões e aquisições de empresas. Perfil: formação em direito, com especialização e/ou mestrado na área tributária. Quando atua especialmente na área contenciosa, é interessante que possua também formação continuada em processo civil. Para os que atuam na área consultiva, formação contábil e inglês fluente fazem um perfil diferenciado. Por que está em alta: a matriz tributária no Brasil é muito complexa, o que torna o profissional da área uma peça valiosa para as empresas. Em tempos de crise, ele é ainda mais estratégico na medida em que atua na redução da carga de impostos e faz a ponte com o governo, destaca Rodrigo Miwa, da Hound Consultoria.

Advogado especializado em contencioso cível empresarial

O que faz: representa companhias em litígio em tribunais brasileiros e órgãos administrativos das esferas municipais, estaduais e federais. Perfil: formação jurídica, especialização e/ou mestrado na área cível e de processo civil. Em muitos casos, o mestrado e o doutorado trazem respeitabilidade a esta atividade em específico, segundo Fabio Salomon e Bianca Azzi, especialistas em recrutamento na área jurídica. Por que está em alta: em tempos de crise, empresas muitas vezes não arcam com seus compromissos - o que acarreta litígios na Justiça.

Advogado especializado em arbitragem

O que faz: usa um método e um ambiente alternativos ao Poder Judiciário, que oferecem decisões mais ágeis e técnicas para a solução de controvérsias entre empresas, por exemplo. Perfil: formação em direito, pós-graduação na área de arbitragem. Um grande diferencial é a formação em escolas no exterior, segundo Fabio Salomon e Bianca Azzi. Por que está em alta: em meio a tantas divergências que surgem a partir do descumprimento de obrigações e compromissos por parte de empresas, soluções mais rápidas como as que ocorrem na opção pela arbitragem são interessantes.

Advogado trabalhista

O que faz: no âmbito consultivo, lida com questões relacionadas às relações de trabalho tanto ao lado de empresas quanto de profissionais. Na atuação contenciosa, representa empresas ou funcionários. Perfil: formação jurídica, com especialização e/ou mestrado na área trabalhista e de processo do trabalho. A real diferenciação nesta área dá-se pela fluência no inglês, algo raro no mercado, segundo Fabio Salomon e Bianca Azzi, especialistas em recrutamento na área jurídica. Por que está em alta: com a crise muitas demissões aconteceram, por conta do passivo gerado nas empresas, e área trabalhista está mais aquecida.

Gerente de contencioso de volume

O que faz: gere equipes e lidera operações que lidam com um alto volume de processos. Faz a gestão da contingência processual, analisando e administrando os riscos de cada carteira, traça estratégias para melhor rentabilidade. Perfil: habilidade técnica e competência administrativo-financeira para gerir grande volume de processos são os aspectos mais importantes do perfil, segundo a consultoria Michael Page. Ter a capacidade de elaborar estratégias para aumentar a rentabilidade, entregar resultados com eficiência e garantir a manutenção dos clientes é o que as empresas esperam deste profissional. Por que está em alta: o cenário político-econômico trouxe aumento no volume de processos. O foco, segundo a consultoria Michael Page, está na área cível, ações de recuperação de créditos e indenizatórias, mas a área trabalhista também está em destaque por conta do grande número de demissões em 2015.

Head de departamento jurídico

O que faz: responsável por toda e qualquer demanda jurídica da empresa, seja consultiva ou contenciosa. O consultivo é basicamente interno, enquanto o contencioso é terceirizado para os escritórios. No entanto, a terceirização pede um acompanhamento próximo de processos e também uma orientação a respeito das estratégias traçadas, já que o departamento interno é que tem a credencial para transmitir ao escritório a realidade da empresa. Perfil: formação jurídica e perfil generalista com foco consultivo. Inglês é indispensável, assim como facilidade para se relacionar com outras áreas da empresa. Capacidade de liderança é indispensável. Por que está em alta: as empresas precisam de profissionais generalistas, mais do que funcionários especializados, neste momento de crise, segundo a avaliação da consultoria Michael Page. Além disso, gestores da área jurídica, como um todo, contribuem para a eficiência ao atuar em planejamento tributário e mitigação de riscos jurídicos, diz Luiz Gustavo Mariano, headhunter da FLOW Executive Finders.

Advogado sênior na área de fusões e aquisições

O que faz: dentro da área jurídico-consultiva da empresa ou de um escritório, é quem elabora desde os atos societários mais simples aos mais complexos, nas operações de fusões e aquisições. Perfil: formação jurídica, habilidade técnica e experiência em execução de acordos de fusão e aquisição. Inglês é requisito porque muitas operações envolvem investidores estrangeiros. Por que está em alta: com a crise e a alta do dólar, empresas desvalorizadas tendem a ser compradas por investidores estrangeiros. De acordo com a consultoria Michael Page, é esperado alto volume de fusões e aquisições para os próximos meses.

Gestor de M&A

O que faz: gerencia processos de fusões e aquisições de empresas. Perfil: formação em finanças ou administração com especialização na área. As empresas buscam profissionais com perfil assertivo e profundo conhecimento do mercado. De acordo com Celia Spangher, da Maxim Consultores, dominar processos de due dilligence, valuation e montagem de road shows também é essencial para este profissional. Inglês fluente é obrigatório, enquanto espanhol é desejável. Por que está em alta: A crise econômica também é sinônimo de oportunidade. Assim, o atual contexto faz com que empresas e grupos em posição privilegiada para negociar apostem em fusões e aquisições, explica Celia. “Estes profissionais estarão em alta porque lideram o processo do começo ao final, rendendo à empresa ganhos significativos”, diz ela.

Analistas/Gerentes de crédito e risco

O que faz: Analisa a saúde financeira de uma empresa para tomar a decisão de conceder ou não crédito direto para financiamento de investimento (no caso de profissionais de bancos) ou para entender se a empresa é boa pagadora (no caso de fornecedores de produtos em mercado B2B). Perfil: graduação em administração, economia, contabilidade ou até direito. Também está na mira quem tem facilidade para lidar com números e conhecimento da área de contratos. “Deve ser um profissional analítico e com visão de mercado”, diz Paulo Dias, diretor de recrutamento da STATO. Por que está em alta: para sair de uma situação desfavorável, empresas necessitam de crédito, mas ninguém quer assumir riscos desnecessários. Daí a necessidade de pessoas especializadas neste tipo de análise.

Profissional de planejamento tributário

O que faz: é responsável pela execução do planejamento tributário, identificando oportunidades e evitando riscos e gastos desnecessários. Perfil: formação jurídica com especialização ou pós graduação em direito tributário. Ter MBA em controladoria tem se tornado comum, uma vez que a área fiscal responde à área financeira na maior parte das empresas. “Passagem por big four também é interessante”, diz Rodrigo Miwa, da Hound Consultoria. fiscal responde à área financeira na maior parte das empresas. “Passagem por big four também é interessante”, diz Rodrigo Miwa, da Hound Consultoria. Por que está em alta: Além da busca por redução de custos e tributos, o cenário de incerteza macroeconômica aumenta a demanda por um olhar estratégico sobre a área de planejamento tributário e financeiro, diz Diogo Forghieri, gerente da Randstad Professionals.

Gerente tributário

O que faz: gerencia declarações a serem realizadas, além de otimizar o pagamento de impostos. Também negocia com órgãos governamentais e orienta outras áreas da empresa sobre assuntos fiscais. Perfil: formação em ciências contábeis, administração, economia e direito. Pós-graduação é desejável. Investir em cursos de contabilidade e proficiência em inglês colocam o profissional à frente da maior parte do mercado. Por que está em alta: Cada vez mais empresas procuram oportunidades para enxugar custos. Diante de um sistema tributário complexo como o brasileiro, este profissional pode ajudar a trazer oportunidades de ganhos e economia.

Gestor administrativo/financeiro

O que faz: lidera de todo o departamento financeiro (tesouraria, controladoria, planejamento financeiro e contabilidade) e administrativo (compras, TI, RH e jurídico) de empresas de pequeno e médio portes, inclusive investidas de fundos de private equity ou venture capital. Perfil: formação em ciências contábeis, administração, engenharia ou economia, com proficiência em inglês. Segundo Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses, o perfil mais solicitado é generalista, multitarefa e apto à liderança. “Também são valorizados atributos como alta capacidade de gerenciar projetos e processos de (re)estruturação, além de base técnica sólida em controladoria e fluxo de caixa”, diz. Por que está em alta: “empresas de pequeno e médio portes, iinvestidas ou não de fundos, estão crescendo e precisando profissionalizar sua estrutura, criando processos, políticas e relatórios para tomada de decisão e aumento da eficiência operacional”, diz Brunieri.

Gerente de tesouraria

O que faz: responde pelas operações financeiras da companhia, isto é, pela gestão e pelo controle da estrutura de capital da empresa. A consultoria Michael Page destaca que são mais disputados os gerentes de tesouraria com foco em operações estruturadas. Perfil: formação em administração, economia, engenharia, ciências contábeis. Passagem pelo mercado financeiro é um diferencial. Ampla bagagem de relacionamento bancário de médio/longo prazo e controle do fluxo de caixa também são aspectos importantes no perfil profissional, segundo aMichael Page. Por que está em alta: como o crédito está mais caro, profissionais que tenham bom relacionamento com bancos são mais disputados, afirmam as consultorias Hound e Michael Page. Diante do atual cenário de câmbio, também é um profissional com foco em operações quem pode proteger a empresa de exposição indevida e facilitar negócios internacionais.

Controller

O que faz: acompanha toda a operação da empresa sob o ponto de vista financeiro, cria relatórios e indicadores, além de apresentar números para a matriz e/ou acionistas que embasem a tomada de decisão. Perfil: formação em ciências contábeis, administração ou economia. De acordo com Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses, também contam pontos proficiência em inglês, bom relacionamento interpessoal, visão de negócio e base técnica forte em contabilidade. Por que está em alta: a situação econômica do país pede um acompanhamento maior da operação por parte das matrizes e acionistas - o que exige mais deste profissional, que faz a ponte entre as áreas operacionais, táticas e estratégicas. “Em momentos de crise, há mais empresas sem CFO/diretor financeiro, que priorizam controllers de nível sênior por conta de redução de custo”, diz Alexandre Kalman, da Hound Consultoria.

Diretor financeiro

O que faz: é responsável pela gestão de todo o departamento financeiro de uma empresa, inclusive das áreas de tesouraria, controladoria, fiscal e M&A (fusões e aquisições). Perfil: formação acadêmica em administração, ciências contábeis, economia ou engenharia. Segundo Helena Magalhães, da consultoria People Oriented, são valorizados MBA ou mestrado em instituições de renome, além de inglês fluente. Na visão de Luiz Mariano, headhunter da FLOW Executive Finders, houve uma mudança no perfil mais solicitado. Antes, empresas multinacionais exigiam o perfil de controladoria, enquanto as nacionais preferiam quem dominasse tesouraria. O atual cenário econômico exige uma combinação dos dois perfis. Por que está em alta: diante do ambiente econômico desfavorável, as empresas estão atrás da racionalização dos custos, ganho de eficiência e mais detalhamento das informações operacionais. Por essa razão, a área financeira deve continuar em evidência ao longo de 2016. “Alguns bons CFOs tendem a assumir presidências e empresas com má gestão de custos”, afirma Helena.

CEO

O que faz: é a figura que dá a direção ao negócio. Perfil: “grande capacidade de liderança e ampla visão dos processos do negócio e das influências exercidas pelas transformações do mundo”, afirma Luiz Gustavo Mariano, headhunter da FLOW Executive Finders. Por que está em alta: diante da crise, cada vez mais empresas se voltam para CEOs com alta capacidade de transformação para readequar o negócio à nova realidade de mercado, otimizando o desempenho e incrementando a produtividade.

Diretor de operação de empresa de serviço

O que faz: gerencia grandes equipes com foco em produtividade. Perfil: o profissional ideal tem capacidade de liderar e conduzir boas práticas de gestão de pessoas, bem como atenção aos indicadores de performance, diz Igor Schultz, headhunter da FLOW Executive Finders. Por que está em alta: o mercado valoriza profissionais capazes de garantir ganhos de eficiência e manutenção da margem de lucro, ainda mais em tempos de incerteza econômica.

Analista/gestor de inteligência de mercado (BI)

O que faz: é um aliado dos setores comercial e de desenvolvimento, faz uma leitura de mercado e ajuda no desenho de estratégias corporativas. Perfil: formação na área de exatas (estatística, matemática e afins). Pós-graduação ou especialização em inteligência de mercado (BI) é desejável. A função demanda conhecimento das ferramentas de BI, inclusive geomarketing. Por que está em alta: “em tempos de crise, utilizar informações estratégicas como as geradas pela Inteligência de mercado tornou-se essencial, e por isso esse profissional termina 2015 em alta e assim deve seguir em 2016”, diz Celia Spangher, da Maxim Consultores.

Cientistas de Dados / Engenheiro de Big Data

O que faz: identifica e reúne diferentes fontes de dados online para que a empresa possa fazer uma análise qualitativa das informações e, assim, tomar decisões. Perfil do profissional: formação em engenharia da computação/ciências da computação/ sistemas da informação. É preciso ter experiência com análise de sistemas e programação, segundo Marília Filippetti, consultor sênior de Recrutamento em TI da Kelly Brasil. Por que está em alta: “um dos principais focos das empresas é entender a experiência do público-alvo por meio de dados sobre seu comportamento e suas necessidades. Esse processo fica a cargo deste profissional”, diz Marília.

Gerente e diretor de desenvolvimento de negócios

O que faz: faz a prospecção de novos negócios, desenha a solução para o cliente e elabora os orçamentos. Perfil: formação acadêmica em engenharia, administração ou economia. Por que está em alta: de acordo com Helena Magalhães, sócia da consultoria People Oriented, a crise enfrentada pela Operação Lava Jato e a investigação de cada vez mais empresas em casos de corrupção está mudando a forma de fazer negócios com o setor público. “As empresas estão mais rigorosas e preocupadas em não se envolver em novos escândalos”, diz ela. “Por isso, todas as áreas de desenvolvimento de negócios passarão por reestruturações em 2016, o que atrairá profissionais com conhecimento técnico sólido”.

Head de gestão e performance

O que faz: gerencia indicadores de performance, além de alinhar as metas de áreas específicas às estratégias do negócio. Perfil: de acordo com Helena Magalhães, sócia da consultoria People Oriented, a formação típica deste profissional é em engenharia, contabilidade ou economia. Por que está em alta: a crise econômica implica aumento da preocupação com produtividade. Nova no mercado, esta posição tem o objetivo de fazer uma ponte entre a estratégia e a operação. Por essa razão, tem sido valorizada por empresas fortemente orientadas para resultados.

Gerente/Coordenador de infraestrutura

O que faz: é responsável pela gestão de toda a infraestrutura de TI da empresa, inclusive das áreas de telecomunicações, suporte (service desk) e data center. Perfil: formação em sistemas/ciência da informação. Segundo avaliação da equipe da consultoria Michael Page, pós-graduações são diferenciais. Também são valorizados profissionais com experiência com administração de banco de dados, servidores e ERPs, acrescenta Marília Filippetti, consultora da Kelly Brasil. Por que está em alta: uma boa infraestrutura em TI se traduz em um bom rendimento operacional para a empresa, destaca a equipe da Michael Page. Este profissional é valorizado, portanto, porque contribui para dois dos principais objetivos das empresas em 2016: mais eficiência e menos custos.

Profissional de cobrança

O que faz: trabalha na área financeira, assegurando o pagamento das contas a receber. Perfil: a formação acadêmica importa menos do que o perfil comportamental. “Para conseguir minimizar a inadimplência dos clientes, este profissional precisa ser resiliente, inquisitivo e hábil para se comunicar e negociar”, diz Luis Fernando Martins, diretor da Hays. Por que estará em alta: É uma função estratégica para a preservação do fluxo de caixa das empresas, já que tem a missão de reduzir a inadimplência dos clientes.

Gerentes de recursos humanos

O que faz: são responsáveis por ações de recrutamento, seleção, treinamento, retenção e inserção de novos funcionários na cultura das empresas. Perfil: formação acadêmica em psicologia, administração, gestão de recursos humanos, entre outras. Especializações, MBAs, mestrados, além de conhecimento em finanças e comportamento humano, são aspectos fundamentais do perfil descrito por Amanda Calado, head of business da 4hunter Consultoria. Por que está em alta: “Em anos de crise temos que investir ainda mais no maior bem das empresas, que são as pessoas”, diz Amanda “Por isso, a área de recursos humanos têm que sair de trás da mesa e ajudar na tomada de decisão”. Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, também aposta nesta carreira e cita contratações extras em 2016 por conta dasOlimpíadas. “O recrutador terá papel de destaque, assim como os que trabalham com treinamentos, para que os profissionais temporários estejam dentro dos padrões de qualidade das empresas”, diz.

Gerente de remuneração, benefícios e folha de pagamento

O que faz: gerencia a evolução dos cargos e salários da empresa, além de cuidar da negociação de benefícios e da gestão da folha de pagamento. Em 2016, terá o desafio de implantar o eSocial. Perfil: formação em engenharia, economia ou administração. Segundo Helena Magalhães, da consultoria People Oriented, também é desejável ter MBA em recursos humanos. Por que está em alta: diante da inflação alta e a pressão por redução de custos, este profissional deverá ser cada vez mais presente nas empresas. Isso porque sua missão é alinhar a remuneração dos profissionais à estratégia do negócio e garantir que a folha de pagamento funcione de forma eficiente, afirma Helena. Segundo a consultoria Robert Half, a carreira também é promissora porque, na crise, tende a aumentar o foco em pessoas - um fator obrigatório para que se produza mais com menos.

Diretor de tecnologia (Chief Technology Officer)

O que faz: gerencia a área de tecnologia da empresa, traduzindo as necessidades do negócio em soluções. Perfil: formação acadêmica em matemática, estatística ou engenharia. Ter MBA ou mestrado também conta pontos, de acordo com a equipe da consultoria People Oriented. Por que está em alta: a tecnologia ganhou uma importância vital para todas as empresas, e é preciso acompanhar as mudanças na velocidade em que elas surgem. Nesse contexto, este profissional é valorizado na medida em que consegue otimizar custos, engajar clientes e trazer novas linhas de receita.

Arquiteto de sistemas

O que faz: dá suporte à usabilidade e facilidade de obtenção de informações em websites, intranets e comunidades online. Perfil: formação em arquitetura de sistemas, ciências da computação, análise de sistemas, matemática ou engenharia mecatrônica. Conhecimento em SOA e metodologia ITIL são desejáveis de acordo com Marília Filippetti, consultora sênior de Recrutamento em TI da Kelly Brasil. Por que está em alta: com a ascensão do comércio eletrônico, há cada vez mais demanda por profissionais capazes de manter estruturas robustas que suportem operações e transfiram dados em tempo real.

Desenvolvedor de aplicativos para smartphones

O que faz: programa, codifica e testa softwares e aplicativos nas plataformas móveis (Android e/ou iOS). Executa a manutenção dos sistemas, fazendo eventuais correções, visando atender às necessidades dos usuários. Também faz trabalhos de montagem, depuração e testes de programas, executando serviços de manutenção nos programas já desenvolvidos, diz Marília Filippetti, consultora da Kelly Brasil. Perfil: formação em ciências da computação ou tecnologia da Informação é necessária em grande parte das vezes, mas não é regra. Experiência com programação Java, C, C++, entre outras linguagens, é um requisito frequente. Segundo Renata Wutke, consultora sênior da Talenses, profissionais com raciocínio analítico, desenvolvimento criativo, código diferenciado e paixão por tecnologia mobile são os mais valorizados. Por que está em alta: “o mercado tem buscado alternativas diante da crise e muitas soluções criativas vêm de startups e aplicativos que visam diminuir custos, encurtar distâncias, compartilhar produtos e conhecimentos”, diz Paulo Dias, diretor de recrutamento da STATO.

Gerente/coordenador de plataformas mobile e web

O que faz: lidera a equipe de desenvolvedores de aplicativos e ferramentas web, com o objetivo de aproximar usuários e marcas. Perfil: domínio de Java, Groovy e DevOps para quem é da área de web. Para mobile, são requisitados sobretudo conhecimentos de iOS e Android, segundo a consultoria Michael Page. Por que está em alta: a migração de pontos de venda e de relacionamento para plataformas on-line e de e-commerce é uma tendência e explica, segundo a equipe da Michael Page, por que este profissional segue com alta demanda no mercado de trabalho.

Especialista/gerente em marketing digital

O que faz: gera informação e contra-informação a tempo de gerenciar eventuais crises, além de promover serviços e produtos na internet e nas redes sociais. Perfil: formação em marketing, publicidade e propaganda ou jornalismo, com especialização na área e profundo conhecimento das ferramentas de marketing digital. Profissionais com visão de negócio serão bastante disputados, de acordo com a Maxim Consultores. Por que está em alta: as empresas estão cada vez mais preocupadas em monitorar sua imagem nas redes sociais e em medir a temperatura dos acontecimentos em tempo real. Em um momento em que o digital ganha espaço no mercado, profissionais de marketing especializados em processos e ferramentas desse tipo estão em alta, segundo a avaliação da equipe da consultoria Michael Page. De acordo com os especialistas consultados, o segmento cresceu intensamente nos últimos anos e deve continuar essa trajetória em 2016.

Gerente de contas para setor de mídia online e adtech

O que faz: responsável pelo gerenciamento da área de mídia digital. Perfil: background técnico em mídias sociais, programática e programas de afiliação e aplicativos. Por que está em alta: setor de mídia digital cresceu muito e profissionais com este tipo de experiência são disputados, segundo a consultoria Michael Page.

Head de comércio eletrônico

O que faz: é o responsável pela unidade de negócios que cuida do comércio eletrônico. Gerencia a área de operações, logística, marketing e comercial. Perfil: formação em administração, marketing, engenharia, entre outros. Experiência prévia na área é essencial, de acordo com a equipe da consultoria People Oriented. Por que está em alta: Empresas de setores como o varejo têm buscado diversificar seus canais de venda e desenvolver novas linhas de receita. O ecommerce promete continuar crescendo em 2016 com a entrada de novas empresas no mercado e a expansão de outras. Profissional de compras estratégicas

O que faz: é responsável pelas estratégias de negociação de compras. Perfil: “forte habilidade de negociação para ganhar margem ao negociar menor custo nas compras de produtos ou serviços”, diz Luis Fernando Martins, diretor da Hays. diretor da Hays. Por que está em alta: O varejo tem o desafio de preservar ou elevar margens, o que leva à caça por profissionais de nível sênior nesta carreira.

Promotor de vendas

O que faz: promove os produtos da marca que representa, seja abordando consumidores em supermercados e lojas, seja organizando os produtos nas gôndolas, ou ainda trabalhando com materiais promocionais no ponto de venda. Perfil: o trabalho é uma espécie de porta de entrada para o mercado, segundo Jeferson Cheriegate, diretor da iTrade Smollan, e costuma ser desempenhado por jovens entre 18 e 19 anos que estejam procurando um primeiro emprego na área de vendas e marketing. Não requer experiência anterior ou formação específica. Por que está em alta: em um ano com perspectivas desanimadoras para o varejo e para a indústria, a área de vendas deverá ser reforçada em grande parte das empresas. O promotor de vendas é parte essencial dessa estrutura, pois está na ponta final. “As empresas precisarão vender como nunca, e o promotor é indispensável para garantir esse resultado”, afirma Cheriegate.

Gerente de logística

O que faz: lidera o departamento de logística, gerenciando questões relacionadas a fretes e armazenagens. Também faz estudos de terceirização para perceber onde pode haver diminuição de custos com garantia de qualidade em todas as etapas da cadeia logística. Perfil: experiência estratégica e tática em logística, além de certificações em melhoria contínua, são itens que se destacam, segundo a consultoriaMichael Page. Por que está em alta: em meio à reestruturação de diversas empresas, a área de logística ganha destaque poimplicar grandes custos. Daí a necessidade de profissionais qualificados e experientes na área.

Engenheiro de mecatrônica

O que faz: atua no desenvolvimento de softwares de automação, além de criar máquinas e robôs. Perfil: formação em engenharia mecatrônica, de automação e controle, mecânica ou elétrica com especialização em construção e operação de máquinas ou controle informatizado. Segundo Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, ainda são valorizadas características como raciocínio lógico avançado e curiosidade para entender o funcionamento de tudo. Por que está em alta: a profissão não é promissora apenas para 2016: ela será uma das grandes tendências do século. Isso porque há cada vez mais processos automatizados e tecnologias para reduzir custos e aumentar a conveniência. “Em 2015 vimos o avanço dos drones, por exemplo, que hoje são usados para entretenimento, mapeamento de territórios e até buscas por sobreviventes em tragédias”, explica Jacqueline.

Engenheiro ambiental

O que faz: é responsável pela avaliação de diversas questões ambientais, tais como tratamento de água e solo, controle de resíduos e gestão do ecossistema. Pode atuar em empresas públicas ou privadas, além de organizações sem fins lucrativos. Perfil: formação em engenharia ambiental. Segundo Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, é necessário ter uma pós para se especializar em uma área de atuação, como remediação de solos, por exemplo. Também conta pontos ter alta capacidade analítica, além de prudência e atenção aos detalhes. Por que está em alta: a preocupação com o meio ambiente tem crescido consistentemente nos últimos anos. Novas leis e fiscalizações exigem que as empresas cuidem de seus passivos ambientais. O caso da Samarco em Mariana (MG) é decisivo nesse contexto. “Após a tragédia causada pelo rompimento das barragens, a tendência é que o engenheiro ambiental seja extremamente solicitado para remediação das áreas afetadas, além de ajudar a evitar novos acontecimentos como esses da parte de outras empresas”, afirma a especialista.

Gerente agrícola

O que faz: é responsável pela gestão das unidades produtivas, no que diz respeito a planejamento das atividades agrícolas, orçamento, controle de custos e logística. Também gerencia o monitoramento de pragas e doenças, as recomendações agronômicas, planejamento varietal e experimentação agrícola, participando de implementações de novas tecnologias no campo. Perfil: formação em agronomia, com capacidade de interface com outras áreas. “Cada vez mais tem se exigido o inglês, bem como disponibilidade de mudança para regiões remotas. Os agrônomos precisam se preparar para desafios de gestão e se aprofundar na área financeira para assumirem cargos em multinacionais”, diz Leonardo Massuda, sócio diretor da Asap Recruiters. De acordo com ele, precisa-se de pessoas que tragam a simplicidade do campo associada à sofisticação para atuar com grandes players deste mercado. Por que está em alta: “o agronegócio não ficou imune à crise, mas a demanda mundial por alimentos ainda não é suprida pela oferta”, diz Massuda. Neste contexto, o Brasil se destaca positivamente. O especialista ainda cita a chegada de investimentos estrangeiros e empresas nos últimos dez anos, o que fez aumentar a busca por qualidade e produtividade no campo e a demanda por profissionais fluentes em inglês.

Engenheiro eólico

O que faz: trabalha no planejamento e no desenvolvimento de projetos ligados à energia eólica. Também pode fazer a operação e manutenção de parques voltados para esse fim. Perfil: formação em engenharia, preferencialmente elétrica. Cursos de especialização em energias renováveis e experiência prévia no segmento são requisitos, segundo a consultoria Asap. Por que está em alta: diversos leilões vêm sendo promovidos pela Aneel para aumentar a oferta de energia. Muitos parques eólicos estão em fase de desenvolvimento de projeto, outros em construção e em operação, segundo avaliação de Karin Warrak, sócia diretora da Asap Recruiters. De forma geral, profissionais da área de energia renováveis - não apenas a eólica - estão ganhando destaque no mercado brasileiro, de acordo com a consultoria Heidrick & Struggles.

Consultor em culture shaping

O que faz: orienta a criação de uma cultura organizacional voltada à busca pelos melhores resultados de negócio. Perfil: experiência em consultoria de gestão, liderança de equipes e desenvolvimento organizacional em diversos setores, segundo a consultoria Heidrick & Struggles. Por que está em alta: a consultoria na área será cada vez mais demandada em função do aumento no número de fusões e aquisições de empresas.

Engenheiro de vendas técnicas

O que faz: é responsável pela venda de produtos, tecnologias e serviços técnicos para o mercado industrial. Perfil: formação em engenharia mecânica, elétrica ou automação. Pós-graduação na área de negócios é um diferencial, segundo a Michael Page. De acordo com a equipe daRobert Half, formação altamente especializada é obrigatória. Inglês é mandatório em empresas com atuação em outros países, segundo Diego Barbosa, consultor sênior de recrutamento da Kelly Brasil. Por que está em alta: “com a ausência de crescimento esperado para 2016, este profissional tende a ganhar mais espaço porque seu perfil facilita a interação entre as áreas técnica e comercial”, diz Barbosa. “Sua presença reduz custos em empresas que possuem departamentos distintos para cada uma dessa funções”. Para profissionais fluentes em inglês e/ou espanhol também existe a chance de trabalhar em outros mercados da América do Sul que continuam crescendo, segundo o consultor da Kelly Brasil.

Engenheiro de campo

O que faz: presta todo o suporte e serviços “in loco” em indústrias. Perfil: “normalmente são profissionais jovens e ávidos pelo desenvolvimento técnico com até cinco anos de formação nas áreas de engenharia elétrica, mecânica ou automação”, diz Diego Barbosa, consultor sênior de recrutamento da Kelly Brasil. Por que está em alta: o crescimento econômico dos últimos anos direcionou engenheiros para carreiras corporativas, mas a desaceleração e descentralização de polos industriais gerou demanda reprimida por este tipo de profissional, sobretudo na área de geração de energia, segundo Diego Barbosa, consultor da Kelly Brasil.

Biomédico

O que faz: estuda, pesquisa, classifica e cataloga micro-organismos com o fim de prevenir as doenças e epidemias causadas por eles. Também investiga soluções e formas de tratamento. Perfil: formação em ciências biomédicas, ou microbiologia. Após a graduação, afirma Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, o profissional deve se especializar no micro-organismo que irá estudar ou em uma área como imunologia, por exemplo. O biomédico típico é curioso, metódico, atento aos detalhes e empirista. Além disso, costuma ter uma formação acadêmica longa antes de ingressar na área de pesquisa de grandes laboratórios. Por que estará em alta: ano após ano, tem havido um incremento na incidência e na diversidade de epidemias no país. Em 2015, por exemplo, houve um surto de microcefalia. Diante desse cenário, afirma Jacqueline, o biomédico deverá ser cada vez mais requisitado pela indústria farmacêutica e pela área de saúde pública.