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/ SEGS / publicada em setembro/2016

Especialistas da STATO revelam que geração ‘mimimi’ não está apta para os desafios do mercado

Diversas reclamações, falta de comprometimento e resultados em baixa são alguns dos fatores.

Segundo conselheiro da STATO, Marcelo Necho, há uma geração de profissionais no mercado que compromete não somente o seu futuro, como o destino de muitas empresas. Classificados por ele como “geração mimimi”, são identificados resumidamente pelo alto índice de reclamações, falta de protagonismo e baixo índice de resultados.
“Muito se fala sobre geração Y, Z, etc. Mas o que eu observo no ambiente de trabalho é muito jovem com ótima formação e pouca garra para o trabalho que tem que ser feito. Muito talento, estudo, mas pouca resiliência. Querem dar ordens, ganhar salários astronômicos, mas são pouco realizadores. Suas ações ficam no campo das ideias – que muitas vezes são geniais, é verdade, mas acabam não sendo concretizadas, por não serem bons executores. São essas pessoas que eu defino como geração mimimi”, afirma o consultor, que estudou construção e gestão de empresas no curso para presidentes da Harvard Business School.
Com vasta experiência na direção e liderança de empresas – entre elas a Graber, do setor de segurança – Necho avalia que a interpretação do que é preciso para ser um bom profissional está deturpada na cabeça dessa geração. “Pra pensar fora da caixa, primeiro precisa ter a caixa, certo? Aí você sai dela. Estão se esquecendo de fazer o básico. São esses os alicerces de qualquer negócio. Mas isso não se aprende na faculdade, se aprende na vida. Por isso, essa geração precisa parar de reclamar e arregaçar as mangas, fazer o que tem que ser feito. Se seguirem do jeito que estão, dificilmente se tornarão líderes”.
Outro ponto destacado por Necho são os processos das empresas, que muitas vezes colaboram e até incentivam esse tipo de comportamento. “Nota-se que uma abundância de processos, reuniões e relatórios nas organizações acabam desenvolvendo ainda mais a falta de objetividade dessa geração. Usam uma série de tecnologias para justificar a ausência de resultados, não para alcançá-los. Isso sem falar das reuniões que reúnem, mas não resolvem. É óbvio que a estrutura burocrática de muitas empresas não apenas facilita a permanência destes profissionais, como também os alimentam”, afirma o especialista de forma categórica.


Momento é de resiliência
Segundo a diretora da área de transição de carreira da STATO, Lúcia Costa, com a recessão econômica, quem for buscar uma nova colocação ou tiver planos de progredir na carreira deve ter em mente que o momento é de resiliência, produtividade e protagonismo. “Chegou a hora de parar de culpar o chefe ou a empresa, o cenário político/econômico, o colega de trabalho e a falta de tempo pelos resultados não atingidos. É hora de se apropriar da própria capacidade de reverter à crise a seu favor. O mundo corporativo nem sempre é justo, mas quem se dedica supera isso e vence, mais cedo ou mais tarde. Isso é um movimento do próprio mercado, que mais do que nunca quer o melhor serviço pelo melhor preço”.